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7 de dezembro de 2018

Brasil sofre de “anemia” de produtividade e “obesidade” do setor público, diz Otaviano Canuto


Direto-executivo do Banco Mundial afirma que País precisa de reformas fiscal, da Previdência e do ambiente de negócios para vencer a doença

Além de tirar a economia do atoleiro, as diversas reformas prospectadas para o Brasil têm o objetivo de “curar” uma enfermidade. “Hoje, o País está acometido de uma espécie de doença, que é a combinação de uma ‘anemia’ de produtividade com uma ‘obesidade’ do setor público”, explica o diretor-executivo do Banco Mundial, Otaviano Canuto.

Em entrevista ao UM BRASIL, realizada em parceria com o Centro de Liderança Pública (CLP), Canuto salienta que a reforma fiscal é a mais importante, mas a pauta não deve impedir o prosseguimento de outras que também contribuiriam para o desenvolvimento e a estabilidade, como uma agenda microeconômica que simplificasse a burocracia e aperfeiçoasse o ambiente de negócios. Avanços nesse campo podem melhorar a produtividade da economia brasileira, estagnada há anos.

“Faz três décadas, particularmente as duas últimas, em que a produtividade não cresce ou cresce muito pouco, enquanto o resto do mundo está indo muito bem. O que a gente viu de aumento de produtividade no novo milênio foi muito mais em decorrência da incorporação de pessoas no mercado de trabalho do que de eficiência no uso de recursos. A questão é que, com o envelhecimento da população, essa fonte acabou. Então, mais do que nunca, precisamos de aumentos de produtividade”, reforça.

A entrevista faz parte da série “Brasil, ponto de partida?”, produzida com base no estudo Visão Brasil 2030, que traça um diagnóstico detalhado da situação atual do País e das aspirações coletadas ao longo da construção do trabalho, com o objetivo de estabelecer uma estratégia de longo prazo para que o Brasil se torne uma nação desenvolvida. Assista à entrevista completa aqui.

 

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