Notícias Fecomercio

6 de maio de 2019

Comportamento tímido do consumidor pede que empresário repense margem de lucro e conceda mais desconto para pagamentos à vista


Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) caiu 3,5% em abril e voltou ao patamar de insatisfação ao marcar 99,8 pontos

No segundo trimestre deste ano, o empresário do comércio deve implantar medidas que facilitem o giro do fluxo de caixa ainda que seja preciso baixar a margem de lucro. A recomendação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) tem como base a queda da intenção de consumo registrada em abril no município.

O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), que seguia uma sequência positiva desde o fim do ano passado sofreu no mês a segunda retração seguida (-3,5%) e voltou ao patamar de insatisfação ao marcar 99,8 pontos. Em comparação com o mesmo período de 2018, o ICF é 7,5% superior.

Para lidar com esse ambiente, o empresário pode reduzir os preços dos produtos para aumentar as vendas e, com isso, diminuir o estoque, além de aumentar o desconto para pagamentos em dinheiro, boleto e cartão de débito. A orientação vale principalmente para os produtos específicos para o Dia das Mães e tem o objetivo de liberar espaço no estoque e aumentar o dinheiro em caixa para as próximas datas comemorativas como Dia dos Namorados e Dia dos Pais.

A compra de mercadorias para essas datas deve ser cautelosa, pois as vendas dos produtos com maior valor e que necessitam de financiamento de longo prazo devem sentir um recuo de procura nos próximos meses. O ICF reafirma essa expectativa, já que o item Momento para duráveis caiu e voltou aos 74,2 pontos. Isso significa que 58,6% das famílias paulistanas entrevistadas consideram o momento ruim para compras de TVs, fogões, geladeiras, carros etc. Em fevereiro, por exemplo, esse porcentual era de 38%.

São dois itens que complementam essa sensação mais negativa de longo prazo: perspectiva de consumo e acesso a crédito. O primeiro caiu 7% e atingiu 104,3 pontos, e o segundo retraiu 2,5% e marcou 99,4 pontos em relação a março. Esses números mostram o aumento (de 29% para 33%) do porcentual de entrevistados que dizem que os gastos nos próximos meses tendem a ser menores do que há um ano. Há também uma piora relativa na facilidade de contrair crédito para compras a prazo.

Esses pontos sinalizam uma restrição em ambos os sentidos: dos consumidores e da oferta de crédito pelos bancos. Por isso, o empresário que ainda não usa carnês e boletos como forma de pagamento pode rever esse posicionamento e ampliar as possibilidades de pagamento para atrair os clientes. Confira a matéria completa aqui.

 

Voltar para Notícias

parceiros