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28 de fevereiro de 2018

Cultura não ocupa espaço importante no Brasil, lamenta André Köhler


Professor da EACH-USP diz que a cultura é muitas vezes incluída na área da educação e acaba não sendo trabalhada da melhor maneira no Brasil

Em um país como o Brasil, em que parte da população não tem acesso a serviços básicos, a cultura é vista como supérfluo. A análise é do professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP), André Fontan Köhler, em entrevista ao UM BRASIL. “Na teoria, ela [a cultura] está na Constituição como direito básico, ao lado da educação e da saúde, mas, na prática, não ocupa espaço importante”, explica Köhler.

O professor fala sobre cultura e preservação do patrimônio municipal na nona aula do curso digital Desafios da Gestão Municipal no Brasil, produzido em parceria com a EACH-USP. Köhler discute com Humberto Dantas e Fernando Coelho que a cultura é importante em uma agenda simbólica, mas é deixada de lado principalmente nas pequenas e médias cidades.

O acadêmico afirma que a cultura é incluída muitas vezes na área de educação e acaba não sendo trabalhada como deveria. Em grande parte dos casos, as prefeituras ficam com total poder sobre o planejamento cultural, e a política na área resulta em ações esporádicas. “A cultura vira um apêndice, às vezes, até na esfera estadual”, completa. Assista a entrevista completa aqui.

 

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