Notícias Fecomercio

15 de outubro de 2018

Inadimplência sobe e famílias tendem a mudar perfil de consumo


Segundo a PEIC, 20,6% das famílias da capital paulista afirmaram ter alguma dívida em atraso

O alto grau de desemprego ainda dificulta a vida financeira dos paulistanos e, com isso, a inadimplência na cidade de São Paulo cresceu pela terceira vez consecutiva em setembro. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) revelou que 20,6% das famílias da capital afirmaram ter alguma dívida em atraso, a maior taxa desde maio de 2012. No total, são quase 804 mil famílias nessa situação.

Segundo a PEIC, a situação é ainda mais complicada no caso das famílias com renda abaixo de dez salários mínimos, cuja taxa de inadimplência atingiu 25,5% em setembro, tecnicamente igual ao maior patamar histórico registrado em agosto, de 25,7%. Apesar de ter subido de 7,7% em agosto para 8,9% em setembro, o porcentual de famílias com renda superior a dez salários e com dívidas em atraso é inferior ao apurado em setembro de 2017 (9,3%).

Outro dado preocupante é o fato de 9,8% das famílias terem declarado que não terão condições de pagar as contas em atraso no próximo mês, o nível mais alto desde agosto de 2004. São 382 mil famílias nessa situação, e para as famílias paulistanas com renda mais baixa, esse porcentual foi de 12,1%.

A proporção de famílias endividadas (que fizeram uso do crédito para adquirir algo) também teve elevação ao passar de 53,6% em agosto para 54,5% em setembro, ou seja, são 2,13 milhões de famílias na capital paulista que possuem algum tipo de dívida. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a taxa ficou tecnicamente estável. Confira a matéria completa aqui.

 

Voltar para Notícias